Esse gênero é caracterizado por espécies que tem cauda bifurcada, asas mais estreitas e bico mais reto, pontiagudo, sendo dirigido para baixo durante o vôo. A plumagem apresenta duas fases distintas, uma sexual caracterizada pela cor negra da fronte (que é de duração curta) e outra invernal ou de repouso sexual, adquirida por uma muda pré-nupcial. Não é necessário identificar a espécie, apenas o gênero.
Os adultos reprodutores do trinta-réis-róseo apresentam uma mancha preta na cabeça e uma tonalidade rosada no peito (donde deriva o seu nome). No início da época de reprodução o bico é completamente negro, mas após a eclosão das crias, a sua base torna-se vermelha. Em voo e à distancia os indivíduos parecem quase brancos. Na realidade, a parte superior do corpo é de um cinzento muito claro. A cauda é branca e bifurcada com guias mais longas que as do trinta-réis-boreal(Sterna hirundo). As dimensões desta espécie são ligeiramente inferiores às do garajau-comum. Em média os indivíduos pesam 119 g e têm uma envergadura entre 76 e 79 cm.
Durante a época quente do hemisfério Norte podem ser encontradas na Europa (Irlanda, Inglaterra e Açores) e desde a América do Norte à Venezuela. No Inverno boreal migram para a costa oriental da América do Sul e África do Sul.
O trinta-réis-de-bico-vermelho chegam a atingir 41 cm de comprimento e possuem bico e pés vermelhos.
É considerada uma espécie migratória, que nidifica na Argentina de março a abril e desloca-se para o norte, enquanto que no Brasil a reprodução desta espécie tem sido descrita entre maio a novembro.
Recorrente na costa da América do Sul, principalmente na região sudeste e sul do Brasil.
O trinta-réis-boreal mede de 33 a 38 cm de comprimento. Pesa em média 136 g e possui uma envergadura de asas de 79 cm. O adulto reprodutor apresenta uma mancha preta na cabeça e o bico vermelho com a extremidade negra. O corpo é cinzento claro na parte superior e branco na parte ventral. A cauda é branca e bifurcada e o lado inferior das asas apresenta um bordo preto ao longo das primárias.
É localmente comum ao longo da costa, estuários e em praias de rios e lagos.
Espécie migrante do hemisfério norte, presente no Brasil apenas como visitante. Penetra no interior do País subindo grandes rios como o Araguaia, Tocantins e São Francisco. Acompanha também o litoral até o Rio Grande do Sul, onde é encontrado em grandes números na Lagoa do Peixe. Reproduz-se em alguns locais na costa dos Estados Unidos e México, ilhas do Caribe e costa oeste da África. É encontrado também na Europa. Durante o inverno do Hemisfério Norte a espécie migra para o Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina.
O trinta-réis-ártico é tida como a espécie que executa as migrações mais longas, possui uma resistência notável considerando o seu aspecto algo frágil.
É uma espécie típica do gênero Sterna, com o característico barrete preto até aos olhos, bico vermelho e corpo branco, apenas com cinzento-prateado no dorso e na parte superior das asas. Assemelha-se bastante à trinta-réis-boreal, o que confere elevado grau de dificuldade a separação de ambas as espécies no mar, quando as condições ou a distância não são ótima. Possui cauda ligeiramente maior, a cabeça ligeiramente mais pequena, o bico vermelho normalmente sem ponta preta, e a ponta das primárias externas pretas em forma de V, com as primárias exteriores translúcidas. Também pode confundir-se com a trinta-réis-róseo.
Ocorre nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo
O trinta-réis-de-coroa-branca mede 35 centímetros. Apresenta uma extensa faixa pós-ocular negra, pernas vermelhas e bico de ponta amarelada, medialmente negro e de base vermelha durante o período nupcial e pré-nupcial. Em plumagem de repouso e nos imaturos, esse trinta-réis apresenta bico uniformemente escuro com ponta amarela. Os jovens tem pés pretos.
Visitante do sul, comum nos banhados litorâneos do Rio Grande do Sul no verão, atinge esporadicamente o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.
O trinta-réis-antártico possui uma penugem preta na cabeça - como um chapéu - além de longas bandeirolas na cauda. O comprimento de uma ave adulta pode chegar a 40 centímetros, com uma envergadura (comprimento das asas) de até 80 centímetros.
Utilizam-se de locais que se caracterizam por ter importantes áreas livres do gelo, próximas das praias, formando terraços costeiros e afloramentos rochosos cobertos com extensas manchas de líquens e musgos.
A partir de abril, acontece a migração do trinta-réis-antártico para a África do Sul. O mês de agosto é o pico do movimento migratório, pois já no começo de setembro e outubro, as aves começam a retornar para seu habitat natural. Os poucos que restam, permanecem para os meses de verão. No Brasil ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe.